Entenda melhor
Cada indústria gera um efluente diferente. Um frigorífico produz efluente rico em gordura e matéria orgânica; uma galvanoplastia, efluente com metais; uma tinturaria, efluente com cor intensa. Por isso, não existe uma receita única de tratamento.
Muitas indústrias precisam de tratamento próprio, físico-químico, biológico ou combinado, antes de lançar o efluente em um rio ou na rede pública. Para o lançamento em corpos d'água, aplicam-se a Resolução CONAMA nº 430/2011 e as normas estaduais. Para a rede pública, o prestador de serviço define condições de recebimento.
O laboratório tem papel central nesse controle. Além de DBO, DQO e sólidos, as análises podem incluir metais, óleos e graxas, fenóis, cor, toxicidade e outros parâmetros ligados à atividade. Os laudos periódicos costumam ser exigidos nas licenças ambientais e servem para ajustar o tratamento.