Entenda melhor
No sistema separador absoluto, o esgoto das casas e indústrias segue por uma rede própria até a estação de tratamento, enquanto a água de chuva corre por outra rede, a de drenagem, que normalmente deságua direto em rios e córregos. É o modelo adotado como regra no Brasil.
A vantagem é que a estação de tratamento recebe um volume mais previsível, sem picos causados por temporais, e a rede de esgoto pode ter tubos menores. Em sistemas unitários, comuns em outros países, chuvas fortes podem fazer o esgoto extravasar sem tratamento.
O modelo só funciona se as ligações estiverem corretas. Calhas ligadas ao esgoto sobrecarregam a rede, e esgoto ligado à galeria pluvial polui diretamente os rios. Por isso, análises de água em galerias e córregos urbanos muitas vezes revelam esgoto onde só deveria haver chuva.