Entenda melhor
O Plano de Segurança da Água propõe uma mudança de lógica: em vez de confiar apenas em análises da água já distribuída, que mostram problemas depois que eles aconteceram, busca prever e evitar falhas. A equipe responsável mapeia todo o sistema, do manancial à torneira, identifica perigos em cada etapa, avalia os riscos, define barreiras e formas de controle e planeja como agir em emergências.
Exemplos de perigos são uma lavoura que aplica agrotóxicos perto da captação, uma falha na dosagem de cloro ou um reservatório sem tampa. A análise laboratorial continua essencial, mas passa a ser usada de forma mais estratégica, para verificar se as barreiras funcionam. A metodologia foi difundida pela Organização Mundial da Saúde e pode ser adaptada a sistemas pequenos e até a prédios. Não confundir com a outra sigla PSA, de pagamento por serviços ambientais.