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Laboratório da Água

Estrôncio

Sr

O estrôncio é um metal alcalino-terroso, parente químico do cálcio, que ocorre naturalmente em rochas e solos, principalmente nos minerais celestita (sulfato de estrôncio) e estroncianita (carbonato de estrôncio).

Referência para água potávelNão estabelecido (para forma não-radioativa)
CategoriaÍons e minerais dissolvidos

O que é

O estrôncio é um metal alcalino-terroso, parente químico do cálcio, que ocorre naturalmente em rochas e solos, principalmente nos minerais celestita (sulfato de estrôncio) e estroncianita (carbonato de estrôncio). Na água, aparece dissolvido como íon Sr²⁺ e costuma ser mais abundante em águas subterrâneas que passam por rochas calcárias e sedimentares, além da água do mar. Fontes humanas incluem mineração, indústria de vidros e cerâmicas e fogos de artifício. Existe também o estrôncio-90, uma forma radioativa produzida em reações nucleares, que não ocorre naturalmente. É medido em mg/L.

O que indica e riscos

O estrôncio estável (não radioativo) normalmente indica apenas a geologia da região e, nas concentrações comuns, tem baixa toxicidade. Em quantidades muito elevadas, porém, pode competir com o cálcio nos ossos, e por isso crianças em fase de crescimento são o grupo mais sensível. Já o estrôncio-90 é um problema bem diferente: ele se fixa nos ossos e na medula óssea e, por emitir radiação, aumenta o risco de câncer ósseo e leucemia. A presença de estrôncio-90 indica contaminação por testes nucleares antigos, acidentes ou resíduos radioativos. Na operação, o estrôncio também pode contribuir para incrustações, junto com cálcio e bário.

Como tratar

Por se comportar como o cálcio, o estrôncio é removido pelas mesmas técnicas usadas para reduzir a dureza. O abrandamento com cal, que precipita os carbonatos, e a troca iônica com resinas catiônicas são eficazes, assim como a osmose reversa, que retém a maior parte dos íons dissolvidos. Em residências e condomínios, abrandadores (resinas de troca iônica) e equipamentos de osmose reversa são as opções práticas. No caso do estrôncio-90, as mesmas técnicas funcionam, mas o tratamento deve ser conduzido com acompanhamento especializado, pois o material retido nas resinas e membranas passa a ser rejeito radioativo.

Curiosidade

O estrôncio é o responsável pela cor vermelha intensa dos fogos de artifício e dos sinalizadores de emergência. Já o estrôncio-90, liberado em testes nucleares nas décadas de 1950 e 1960, chegou a ser medido em dentes de leite de crianças em estudos da época.

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