O que é
A pendimetalina é um herbicida do grupo das dinitroanilinas, aplicado no solo antes ou logo após o plantio para impedir a germinação de gramíneas e algumas folhas largas. É usada em culturas como milho, soja, feijão, algodão, cana-de-açúcar e hortaliças. Não existe naturalmente e chega à água principalmente pela erosão do solo tratado, já que se liga fortemente às partículas de terra e é pouco solúvel. Tem coloração amarelo-alaranjada característica. A concentração é expressa em mg/L ou µg/L.
O que indica e riscos
A detecção de pendimetalina indica influência de áreas agrícolas e, em geral, de erosão do solo, pois ela viaja junto com os sedimentos levados pela chuva. Por isso tende a aparecer mais em sedimentos e em água com turbidez alta do que dissolvida. É muito tóxica para peixes e invertebrados aquáticos e pode se acumular em organismos. Em estudos com animais, exposições elevadas e prolongadas afetaram o fígado e a tireoide. Ela constava na antiga Portaria nº 2.914/2011, mas não está na lista de agrotóxicos com valor máximo da Portaria GM/MS nº 888/2021.
Como tratar
Como a pendimetalina fica presa às partículas, a coagulação, floculação, decantação e filtração removem boa parte dela junto com a turbidez. A fração dissolvida é bem retida por carvão ativado, já que se trata de um composto pouco solúvel com alta afinidade por superfícies adsorventes. A osmose reversa também é eficaz. Para casas e condomínios com poço ou captação próxima a lavouras, filtros de sedimentos seguidos de carvão ativado são uma boa combinação, e no campo práticas de conservação do solo, como plantio direto e terraços, reduzem o arraste para os rios.
A cor amarela da pendimetalina é tão marcante que pode manchar a pele, roupas e equipamentos de quem a aplica, e algumas formulações foram desenvolvidas justamente para reduzir esse problema.