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Laboratório da Água

Simazina

C₇H₁₂ClN₅

A simazina é um herbicida do grupo das triazinas, parente próximo da atrazina, usado antes da germinação das plantas daninhas para controlar folhas largas e gramíneas.

Referência para água potávelAté 0,002 mg/L
CategoriaAgrotóxicos

O que é

A simazina é um herbicida do grupo das triazinas, parente próximo da atrazina, usado antes da germinação das plantas daninhas para controlar folhas largas e gramíneas. No Brasil é empregada em culturas como milho, cana-de-açúcar, café e frutas, além de áreas não agrícolas. Não ocorre naturalmente e chega à água por escoamento superficial e por infiltração no solo, podendo alcançar o lençol freático. É persistente no solo e na água, degradando-se lentamente. A concentração é expressa em mg/L ou µg/L.

O que indica e riscos

A presença de simazina indica influência de áreas agrícolas ou de manutenção de áreas como ferrovias e terrenos, e ela é um dos herbicidas mais encontrados em águas subterrâneas em vários países por sua persistência e mobilidade. Em estudos com animais, exposições prolongadas afetaram o sangue e o sistema hormonal, e as triazinas em geral são investigadas como possíveis desreguladores endócrinos. No ambiente, é tóxica para algas e plantas aquáticas, podendo alterar a base da cadeia alimentar. Seus produtos de degradação também são monitorados. A Portaria GM/MS nº 888/2021 estabelece o valor máximo permitido de 2 µg/L (0,002 mg/L).

Como tratar

O tratamento convencional por coagulação e filtração remove muito pouco da simazina dissolvida. A adsorção em carvão ativado granular ou em pó é a técnica mais aplicada, e a ozonização, especialmente combinada com peróxido de hidrogênio, ajuda a degradá-la. A osmose reversa e a nanofiltração são barreiras eficazes. Em casas e condomínios com poço em áreas de uso de triazinas, filtros de carvão ativado com troca regular ou osmose reversa são as opções práticas, e o monitoramento periódico é recomendado por causa da persistência do composto no aquífero.

Curiosidade

A simazina foi proibida na União Europeia no início dos anos 2000 justamente por ser encontrada com frequência em águas subterrâneas, mas continua registrada em outros países, incluindo o Brasil.

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