O que é
O endrin é um inseticida organoclorado sintético, da mesma família do aldrin e do dieldrin, usado no passado em lavouras como algodão e grãos e também no controle de roedores. Não ocorre naturalmente e seu uso foi abandonado há décadas em quase todo o mundo, inclusive no Brasil. Mesmo assim, por ser muito persistente, pode continuar presente em solos e sedimentos de áreas antigas de cultivo e chegar à água por erosão e escoamento. É medido em µg/L ou mg/L.
O que indica e riscos
A presença de endrin indica contaminação histórica, ligada a áreas que receberam o produto no passado ou a locais de armazenamento e descarte de estoques antigos. É um dos organoclorados de maior toxicidade aguda, atuando sobre o sistema nervoso central e podendo causar dor de cabeça, tontura, convulsões e, em casos graves, morte. Por ser pouco degradável e solúvel em gordura, se acumula em peixes, aves e mamíferos, contaminando a cadeia alimentar. No ambiente aquático, é altamente tóxico a peixes e invertebrados. Encontrá-lo na água é sinal de que solo e sedimentos da região precisam ser investigados.
Como tratar
Como o endrin tende a se ligar a partículas, a coagulação, a decantação e a filtração removem a parte que está associada aos sólidos em suspensão. A fração dissolvida é retida principalmente por adsorção em carvão ativado, granular ou em pó, que é a técnica de referência para organoclorados. Para residências e condomínios com poço em áreas suspeitas, filtros de carvão ativado e osmose reversa são as opções mais seguras. A solução definitiva, no entanto, passa por identificar e remediar o solo ou sedimento contaminado que alimenta o manancial.
O endrin faz parte da lista original dos chamados "doze sujos" da Convenção de Estocolmo, de 2001, que reuniu os poluentes orgânicos persistentes considerados mais perigosos do planeta para eliminação global.