O que é
O selênio (Se) é um elemento químico semimetálico encontrado naturalmente em rochas e solos, em concentrações que variam muito de uma região para outra. Na água aparece principalmente como selenato e selenito, formas dissolvidas que vêm da lixiviação de solos ricos no elemento. Fontes humanas incluem mineração, queima de carvão, refino de petróleo, fabricação de vidros e eletrônicos e a drenagem de áreas irrigadas em solos seleníferos. A concentração é expressa em mg/L.
O que indica e riscos
O selênio é um micronutriente essencial, que participa de enzimas antioxidantes e do funcionamento da tireoide, mas a faixa entre a quantidade necessária e a tóxica é estreita. A maior parte da ingestão vem dos alimentos, e a água costuma contribuir pouco. O excesso prolongado causa a selenose, com queda de cabelo, unhas frágeis e quebradiças, alterações na pele, hálito com cheiro de alho e problemas neurológicos. No ambiente, ele se acumula na cadeia alimentar aquática e pode causar deformações e falhas reprodutivas em peixes e aves. A Portaria GM/MS nº 888/2021 fixa o valor máximo permitido de 0,04 mg/L.
Como tratar
O selenito é removido razoavelmente por coagulação com sais de ferro e por adsorção em óxidos de ferro ou alumina ativada, enquanto o selenato é mais difícil e exige processos como troca iônica ou osmose reversa. Por isso, em alguns casos é feita uma etapa prévia para converter o selênio na forma mais fácil de remover. Em residências com água de poço rica em selênio, a osmose reversa de ponto de uso é a solução mais prática. Na indústria e na mineração, são usados tratamentos biológicos que reduzem o selênio dissolvido a selênio elementar insolúvel, além de precipitação química.
A castanha-do-pará é um dos alimentos mais ricos em selênio que existem, e por isso comer muitas unidades por dia, de forma contínua, pode levar a um consumo excessivo do elemento.