O que é
O bário (Ba) é um metal alcalino-terroso encontrado naturalmente em rochas, principalmente nos minerais barita (sulfato de bário) e witherita (carbonato de bário). Na água, a maior parte vem da dissolução natural dessas rochas e é mais comum em águas subterrâneas. Fontes humanas incluem fluidos de perfuração de poços de petróleo e gás, mineração, indústrias de vidro, cerâmica, tintas, borracha e pirotecnia. É expresso em mg/L.
O que indica e riscos
Na maioria das águas, a presença de bário tem origem geológica, mas teores altos em águas superficiais podem indicar efluentes industriais ou atividades de mineração e de perfuração. Os compostos solúveis de bário são tóxicos: em doses agudas elevadas, provocam queda do potássio no sangue, fraqueza muscular, alterações no ritmo do coração e problemas gastrointestinais. Em exposições prolongadas acima do limite, há preocupação com aumento da pressão arterial e efeitos nos rins. Em águas de abastecimento, as concentrações costumam ser bem menores que as que causam esses efeitos, por isso o monitoramento é preventivo.
Como tratar
O bário se comporta de forma parecida com o cálcio e o magnésio, por isso é removido pelos mesmos processos usados para reduzir a dureza da água. Em residências, condomínios e indústrias, os abrandadores com resina de troca catiônica são eficientes, assim como a osmose reversa no ponto de uso. Nas estações de tratamento, pode-se usar abrandamento com cal, que precipita o bário junto com o carbonato de cálcio, ou precipitação como sulfato de bário. Em poços com teores elevados, misturar a água com outra fonte de menor concentração também é uma alternativa. O tratamento convencional de coagulação e filtração remove pouco bário dissolvido.
O sulfato de bário é ingerido em grandes quantidades como contraste em exames de raio-X do estômago e do intestino, sem causar intoxicação. Isso acontece porque ele é praticamente insolúvel; já os sais solúveis de bário, como o cloreto e o carbonato, são tóxicos.