O que é
O antimônio (Sb) é um semimetal encontrado na natureza principalmente no mineral estibnita (sulfeto de antimônio), em geral associado a minérios de chumbo, cobre e prata. É usado em ligas metálicas, soldas sem chumbo, baterias, retardantes de chama, vidros, pigmentos e como catalisador na fabricação do plástico PET. Na água, pode ter origem natural pela dissolução de rochas, ou humana, por mineração, efluentes industriais e corrosão de soldas e conexões. Em águas de abastecimento costuma aparecer em concentrações baixas, expressas em µg/L ou mg/L.
O que indica e riscos
A presença de antimônio na água pode indicar influência de mineração e de efluentes industriais no manancial, ou contaminação na própria instalação, por meio de soldas e conexões metálicas que contenham o elemento. Em exposições agudas elevadas, os compostos de antimônio causam irritação gastrointestinal, com náuseas, vômitos e diarreia. Em exposições prolongadas, estudos em animais mostram efeitos sobre o crescimento e sobre órgãos internos, motivo pelo qual há limite específico na legislação de potabilidade. Concentrações acima do permitido em uma única torneira, e não no restante da rede, sugerem que a origem está nos materiais hidráulicos do imóvel.
Como tratar
Nas estações de tratamento, o antimônio pode ser parcialmente removido por coagulação com sais de ferro, que funciona melhor em pH levemente ácido, seguida de filtração. Adsorventes à base de óxidos de ferro e a osmose reversa oferecem remoção mais eficiente e são as opções mais usadas em sistemas de pequeno porte e na indústria. Em residências e condomínios, a osmose reversa no ponto de uso é a alternativa mais confiável, e, quando a fonte é a instalação, a solução definitiva é substituir soldas e conexões por materiais adequados para água potável. Deixar a água correr alguns segundos após longos períodos parada também reduz a concentração de metais vindos da tubulação.
O trióxido de antimônio é usado como catalisador na fabricação do PET das garrafas de água e refrigerante. Estudos mostram que pequenas quantidades podem migrar do plástico para a bebida, e essa migração aumenta quando as garrafas ficam expostas ao calor por muito tempo.