O que é
A Atividade Alfa Total mede, de forma conjunta, a radioatividade da água causada por elementos que emitem partículas alfa, como o urânio, o rádio-226, o tório e o polônio-210. Esses radionuclídeos existem naturalmente em rochas, principalmente granitos e rochas fosfáticas, e se dissolvem na água subterrânea que passa por elas. Fontes humanas incluem mineração de urânio e de fosfato, produção de fertilizantes fosfatados e resíduos de indústrias que concentram materiais radioativos naturais. É expressa em becquerel por litro (Bq/L), unidade que corresponde a uma desintegração radioativa por segundo.
O que indica e riscos
A atividade alfa total funciona como um ensaio de triagem: se o resultado estiver abaixo do valor de referência, considera-se que a água é segura do ponto de vista radiológico; se estiver acima, é preciso identificar quais radionuclídeos estão presentes. Valores elevados são mais comuns em águas de poços profundos em regiões de rochas graníticas ou com depósitos de urânio e fosfato. O risco está na exposição interna, quando o elemento é ingerido e se acumula no organismo: o rádio tende a se depositar nos ossos e aumenta o risco de câncer, e o urânio também tem toxicidade química para os rins. Os efeitos dependem da dose acumulada ao longo de anos de consumo, e não de um único copo de água.
Como tratar
O tratamento depende do radionuclídeo identificado na análise específica. O rádio se comporta de forma parecida com o cálcio e o bário, e é removido por abrandamento com resinas de troca catiônica ou com cal; o urânio é removido por resinas de troca aniônica, coagulação otimizada e adsorventes específicos. A osmose reversa remove a maior parte dos radionuclídeos alfa e é usada tanto em indústria quanto no ponto de uso residencial. Em condomínios e sistemas abastecidos por poço profundo, outra alternativa é misturar a água com outra fonte de menor atividade. Os resíduos desses tratamentos, como resinas saturadas e concentrado de osmose, podem acumular radioatividade e precisam de destinação adequada.
As partículas alfa são tão pouco penetrantes que uma folha de papel ou a camada externa da pele são suficientes para bloqueá-las. O perigo surge quando o emissor alfa é ingerido ou inalado, pois aí a radiação atinge diretamente as células dos órgãos internos.